Transborda o sabor do féu,
meu coração pulsa sem
compasso, desde o dia que
perdi você, sem nunca ter tido.
Trago essa dor como refém,
para manter-me viva...
Triste sina, mas é com ela
que ainda me engano de um
dia poder ver você outra vez.
Dor viva...
vermelha...
sofrida...
querida.
Hoje abro mão de você
para ser feliz ...
E quem sabe outras dores
virão, e novamente abrirei
meu coração, para novas
emoções.
Tão grande é meu silêncio que ouviria
uma hóstia pousar sobre uma nuvem ,
a floração de estrelas no abismo
e o murmúrio de Deus amando o mundo.
Neste convulso silêncio escutaria
uma luz caminhando no infinito
e a tristeza de um anjo abandonado.
Tão puro meu silêncio que escuto
o solitário coração de Deus
fluindo angústia. E às vezes sinto
desdobrar-se em silêncio e mais silêncio
a grande voz a murmurar meu nome
na negra solidão inacessível.
PALAVRAS NOVAMENTE
Palavras novamente
Como se fossem música,
Como se fossem atalhos
Pra se chegar à Alma,
Pra se chegar à Calma
Nesta minha imensidão.
Qual coração não se destrói
Ante uma falsa promessa?
Palavras ditas,
Malditas e suaves
Que entram no ouvido mais surdo
E convence e comove e domina.
Desceram o monte mais alto
E me encontraram
As palavras
Elas sempre me encontram
E continuo sempre
Do mesmo jeito que me deixaram...